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Eleições 2026 em Minas Gerais: veja as propostas para ônibus, metrô e mobilidade

Veja o que os candidatos ao Governo de Minas Gerais propõem para ônibus metropolitanos, metrô, transporte e mobilidade urbana em 2026.

Publicado em às 10h27 · 4 min de leitura
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O Faixa Exclusiva analisou os planos de governo apresentados pelos candidatos na disputa pelo Governo de Minas Gerais em 2026, com atenção às propostas relacionadas a transporte, mobilidade urbana, ônibus — principalmente o sistema metropolitano — e metrô. A análise considera o que cada documento apresenta para temas como integração entre os sistemas, tarifas, expansão da rede sobre trilhos, transporte metropolitano e gestão da mobilidade.

Alexandre Kalil propõe reorganizar a política de transporte metropolitano e intermunicipal considerando os deslocamentos realizados diariamente entre os municípios. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o plano defende que ônibus, metrô e outros modos sejam planejados como uma única rede, com revisão do modelo metropolitano em conjunto com municípios e consórcios. A expansão e a modernização do metrô seriam acompanhadas pela integração com corredores de ônibus, enquanto mobilidade ativa, acessibilidade e necessidades de idosos e pessoas com deficiência também entram no planejamento.

Cleitinho Azevedo apresenta propostas para infraestrutura e mobilidade que incluem mudanças na gestão do transporte metropolitano, além de fiscalização dos serviços públicos com foco em resultados. O plano também relaciona investimentos em infraestrutura à renegociação da dívida de Minas Gerais com a União e defende maior participação dos municípios nas decisões estaduais. No transporte coletivo, a proposta busca reforçar a integração e a cobrança por qualidade dos serviços, enquanto projetos de infraestrutura viária também aparecem entre as prioridades.

Flávio Roscoe aborda o transporte principalmente pelo ponto de vista da infraestrutura, logística e redução das desigualdades regionais. O documento propõe investimentos em infraestrutura e melhoria das conexões entre as diferentes regiões mineiras, mas não apresenta, no material analisado, uma política detalhada para o sistema metropolitano de ônibus da Grande BH ou propostas específicas para expansão do Metrô de Belo Horizonte.

Gabriel Azevedo coloca a infraestrutura, as ferrovias e a mobilidade entre as dez principais frentes do plano de governo. O documento defende maior integração dos serviços entre Estado e municípios e prevê que a institucionalização das regiões metropolitanas permita avançar na integração física, operacional e tarifária do transporte. A retomada da agenda ferroviária também é apresentada como eixo estratégico para Minas Gerais, tanto para passageiros quanto para a logística estadual.

Mateus Simões propõe dar continuidade à expansão do sistema metroviário da Região Metropolitana de Belo Horizonte e integrá-lo ao transporte metropolitano por ônibus. O plano identifica a mobilidade metropolitana e a integração entre os diferentes modos como desafios para os próximos anos. Também prevê continuidade dos investimentos nas rodovias, planejamento logístico de longo prazo e ampliação do uso de concessões e parcerias para financiar projetos de infraestrutura.

Patrus Ananias dedica uma parte do plano à integração regional, mobilidade e infraestrutura. O documento apresenta a mobilidade como serviço essencial para reduzir desigualdades entre as regiões e prevê investimentos relacionados aos sistemas ferroviário e rodoviário, além de políticas de integração dos diferentes modos de transporte. O plano também coloca o transporte público dentro de uma política mais ampla de desenvolvimento regional e melhoria do acesso da população aos serviços públicos.

Henrique Áreas, pelo PCO, defende passe livre para desempregados e trabalhadores da economia informal, mas seu programa não detalha projetos específicos para o metrô ou os ônibus metropolitanos de Minas Gerais. Indira Xavier, pela Unidade Popular, defende fortalecimento do transporte público e ampliação da atuação estatal no setor. Professor Túlio Lopes, pelo PCB, apresenta o transporte como direito fundamental e propõe maior controle público e popular sobre os serviços. Rafael Duda, pelo PSTU, critica as privatizações, inclusive a do Metrô de Belo Horizonte, e defende um modelo de transporte público sob controle estatal e dos trabalhadores. Ben Mendes não enviou plano de governo no sistema DivulgaCandContas, por isso não foi possível analisar propostas do candidato para transporte, ônibus metropolitanos, mobilidade urbana ou metrô.

Assuntos Eleições 2026
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Quem escreveu

Isaac Daniel

Isaac Daniel Garcias é gestor de conteúdo digital e formado em Gestão de Trânsito e Mobilidade Urbana. Atua em plataformas online voltadas ao transporte público e à mobilidade urbana, produzindo informações claras e acessíveis para quem depende do deslocamento diário nas cidades brasileiras.

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