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Eletrificação avança com novos ônibus apresentados na Lat.Bus 2026

Lat.Bus 2026 amplia a oferta de ônibus elétricos no Brasil, com modelos de piso alto, 15 metros, articulados e opções para fretamento.

Publicado em às 09h46 · 3 min de leitura
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A Lat.Bus 2026, realizada entre 11 e 13 de agosto em São Paulo (SP), mostrou que a eletrificação dos ônibus brasileiros está entrando em uma nova etapa. Em vez de concentrar os veículos a bateria apenas nos modelos urbanos convencionais, as fabricantes apresentaram soluções para diferentes tipos de operação, incluindo ônibus de piso alto, veículos de 15 metros, articulados e modelos voltados ao fretamento. Para os passageiros, a ampliação da oferta pode significar mais possibilidades para cidades adotarem veículos silenciosos e sem emissões locais, embora a chegada efetiva às ruas ainda dependa das compras de operadores e governos.

Entre os destaques está o BYD BC12HF, primeiro chassi elétrico de piso alto da fabricante equipado com bateria Blade. Produzido em Campinas (SP), o modelo tem autonomia anunciada de até 270 quilômetros e pode ser utilizado tanto no transporte urbano como no fretamento. A Volkswagen também ampliou sua família elétrica com os e-Volksbus 22H e 18H, ambos de piso alto. O 22H é direcionado principalmente ao transporte urbano e corredores BRT, enquanto o 18H mira o fretamento. Com 12 pacotes de baterias, os dois podem alcançar até 250 quilômetros de autonomia.

A Mercedes-Benz apresentou o eCity, um ônibus elétrico de 12 metros baseado na tradicional família OF. O modelo tem piso alto e autonomia média informada de 150 quilômetros por carga, com possibilidade de recargas durante a operação. Sua chegada ao mercado está prevista para 2027 e a fabricante pretende comercializá-lo já encarroçado. Ao mesmo tempo, a Lat.Bus marcou o início das vendas do eO500UA, chassi elétrico articulado destinado a linhas e corredores de maior demanda. Ele se junta ao eO500U, modelo elétrico padron que já está em operação no Brasil.

Outra novidade foi a chegada dos elétricos de 15 metros e três eixos, uma categoria intermediária entre os ônibus convencionais e os articulados. A Scania apresentou o K 300 6×2*4, para cerca de 105 passageiros e autonomia anunciada entre 250 e 300 quilômetros. A Volvo levou o BZR 6×2, que também permite carrocerias de 15 metros, pode transportar até 110 passageiros e alcança até 300 quilômetros por carga. Essa configuração pode ser especialmente interessante para linhas com grande movimento, mas que não precisam da capacidade e do tamanho de um articulado.

A feira também mostrou que a redução das emissões não está limitada aos ônibus totalmente elétricos. A Volare avançou com o Attack 10 Híbrido Elétrico/Etanol, no qual as rodas são movimentadas pelo motor elétrico enquanto um motor a etanol funciona como gerador de energia. A configuração pode atingir entre 500 e 650 quilômetros de autonomia, segundo a fabricante, e reduz a dependência de carregadores durante a jornada. A Scania, por sua vez, apresentou com a Caio um novo ônibus urbano K 280 4×2 gMillennium, preparado para gás natural ou biometano e voltado também a sistemas urbanos e BRT.

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Quem escreveu

Isaac Daniel

Isaac Daniel Garcias é gestor de conteúdo digital e formado em Gestão de Trânsito e Mobilidade Urbana. Atua em plataformas online voltadas ao transporte público e à mobilidade urbana, produzindo informações claras e acessíveis para quem depende do deslocamento diário nas cidades brasileiras.

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